quinta-feira, 23 de maio de 2013


Mais uma noite em claro. Café, internet, sofá, cama, mais café, internet, sofá... inquieta, pensando tudo ao mesmo tempo, eu precisava parar. Libertar-me de mim mesma e olhar os meus problemas de fora. E no meio de todos os rituais anti-insônia eu não sei bem como, mas parei: à minha frente eu só enxergava as dúvidas. Virei para um lado e ví as minhas tristezas... do outro, haviam os meus receios... atrás de mim, nossa, tinha uma fila! Decepções, mágoas, desamores, fracassos, muita perda de tempo... quis voltar pra minha cama, minhas cobertas e meu conformismo.... foi aí que percebi que tentar mudar coisas que não estão ao meu alcance gera um gasto absurdo de energia e depois, um familiar sentimento de que frustração... a toa. O que não dá pra mudar (nem contornar) ou se convive ou não se vive. Então, quer saber, vou deixar todo esse fardo ali no canto. Agora, tô voltando pra cama...

Amanda Menezes - 23/05/2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Fraqueza

Como podem dizer que sou fraca, se ainda estou viva?
Como posso me sentir fraca, se ainda luto?
Como posso mostrar fraqueza, se minha cabeça continua erguida?
Mas a todos transpareço esta fraqueza...

Quem nunca teve uma fraqueza?
Sentiu-se perdido?
Quem nunca se olhou sozinho no mundo.
Mas mesmo assim lutou e desejou...

Queria poder mostrar que sentir não é fraqueza.
Queria poder mostrar a simplicidade das coisas.
Poder mostrar que a minha essência tem sabor
Mostrar a quem amo o quanto o amo...

Tenho vontade do chorar, gritar, estourar
De provar que amar é fácil, e não tem mistérios ou prisões
Mas ando meio ocupada agora
Tendo que nadar cansativamente por entre os julgamentos alheios.

Terei que viver escondida dentro de mim então?
Mais nunca!

Pois bem, quero ser fraca aos demais olhos, então
E chorar sem vergonha
Dizer o que quero e o que sinto
Mostrar do que gosto
Gritar que sinto mesmo e o quão maravilhoso é isso

Pois sou humana como qualquer outro.
Com seus defeitos e virtudes.
Com sua fraquezas e coragens.
Com suas certezas e incertezas.

Amanda Menezes - 07 de janeiro de 2013

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ah, as crianças...



Crescer na inocência da própria da existência
Protegidas pela pureza e pelo amor
Viver um universo de descobertas
Onde qualquer cor vira arco-íris
E qualquer traço vira lindos reinados
Serzinhos que mal chegaram na terra
Já exalando as melhores energias e bons fluidos
Alegria contagiante
Liberdade de emoções.
Ah, as crianças...
Seu sorriso mais verdadeiro
É o maior dos encantamentos
Capaz de transformar qualquer sapo
Em esperança de dias melhores...


Mamãe Amanda, para Davi 
19 de dezembro de 2012

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Entre uma dose e outra


E, entre uma dose e outra, eis que novamente chega aquela antiga e familiar sensação que mais me decepciona: Perda de Tempo. Ela senta ao meu lado e me diz que que não há nada que melhor defina uma pessoa do que aquilo que ela faz quando tem toda liberdade de escolha. E não adianta lamentar uma hipotética "mudança"... porque a realidade nua e crua é que aquela pessoa já era assim. Sempre foi e possivelmente sempre será. Tentei justificar, de alguma forma: imaturidade, falta de respaldo familiar, dia ruim, cachaça, más companhias e até mesmo problemas espirituais. Sinto muito, ela diz. Não há nada que você possa fazer pelos defeitos alheios. A conquista é fácil. Difícil é manter o que não somos... cabe a você reconhecer o seu limite e dizer "Chega disso! Eu não posso mais." 
Ela bem me disse umas verdades, confesso. Mas mando a Perda de Tempo ir embora. Afinal, não foi apenas um tempo perdido. Dona Experiência ta aí pra sacudir a poeira e lamber as feridas. Gosto mais da companhia dela. O resto, é o Sr. Tempo quem faz. Com a nossa ajuda, é claro. Bem, vamos. Tomo meu último gole e fecho a conta... amanhã penso melhor em tudo isso. Ou não.

Amanda Menezes - 29 de novembro de 2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Devaneios

E de repente, foi como se o mundo tivesse se voltado contra mim. Corri, corri sem fim, corri como alma no vento, balançando a cabeça, tentando me livrar dos problemas e devaneios. E enfim, parei. Ofegante, mas já me sentia um pouco melhor, o cansaço fazia eu me sentir viva. Mas... que lugar era aquele? Apertei os olhos pra enxergar através da neblina... e não é que vejo um outro mundo! Pequeno, ainda. Mas outro. Um doce mundo. Talvez não só meu. Mas naquele momento, seria meu sim. E eu me encaixei nele como uma garotinha se encaixa num abraço. E simplesmente voei...

Amanda Menezes - rascunho em 22/11/2011 e terminado em 17/11/2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Era uma vez...


Os príncipes e as princesas não serão felizes para sempre. A felicidade absoluta dentro de uma relação não passa de um conto de fadas. O que existe é o amor, motivo pelo qual nossas almas escolheram para permanecer com seus parceiros, apesar das dificuldades que surgem ao longo da vida real à dois. Se existe esse amor e a vontade de continuar junto, deveria existir também a aceitação da possibilidade de se abrir mão de alguns interesses egoistamente individuais pela vida do casal, uma vez que você se predispõe a isso: estar, fazer parte, ser um casal com alguém. É, eu sei, na prática é bem mais complicado tentar, mas se colocar no lugar do outro não é tão difícil assim, um pouquinho de boa vontade e... Voilà! Acredito que as maiores vilãs de um relacionamento seja a falta de boa vontade e a ânsia de estar sempre com a razão. Mais do que o machismo, mais do que o ciúme, mais do que as diferenças sociais, profissionais ou culturais. Porque a razão mexe com nosso ego, nosso mais profundo eu. Pra estar com a razão, a gente acaba inevitavelmente passando por cima do que realmente vale a pena lutar: os sentimentos. Me pergunto o que acontece quando a exaltação do nosso ego é mais importante do que o carinho de quem nos ama. Então... nós amamos, na verdade, o nosso próprio ego? Bom, se "sim", penso ser hora de parar, rever certos valores e princípios. Qual o sentido de engasgar tentando engolir mais um sapo, para que o príncipe ou a princesa sinta uma surreal satisfação em estar "certo". Satisfação pra quem, mesmo? Pra que tipo de pessoa? Porque pra mim, pimenta no cu alheio não me é refresco, não me traz nenhuma satisfação. Não sei fazer minha alegria em cima da dor de ninguém. Não sei usar quem me ajuda, quem me quer bem como um degrau apenas para minha subida. Todos dizem que preciso ser maliciosa e menos boba. Talvez devesse. Talvez certas coisas me machucassem menos. 

Amanda Menezes - 13 de agosto de 2012

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Para Davi, de Mamãe. ♥



Teus pézinhos espertos, ligeiros e macios
Agora cansados de tantas descobertas
Dormindo se preparam para novas aventuras
E que a cada conquista conseguem
Redobrar o meu carinho... aumentar o meu amor.

  Amanda Menezes - 24/05/12